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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Santo do mês de setembro - São Cosme e Damião


26 de Setembro - São Cosme e Damião

Cosme e Damião foram dois irmãos e médicos, martirizados,eram chamados de Anaryroi ou seja "os sem dinheiro" por causa dos seus serviços de caridade. Ele estudaram medicina na Síria e ficaram famosos pelas sua habilidades, as quais eles usavam para curar pessoas sem cobrar nenhuma taxa ou consulta. Algumas das suas curas são tidas como milagrosas. Durante a perseguição aos cristão, os irmãos foram presos e levados a frente de Lysias, governador de Cilicia em Cyrrhus( atual Turquia). Eles foram torturados e por fim decapitados.
Diz a tradição que eles, milagrosamente não sentiam as torturas com fogo, água, óleo fervendo, ou a roda por isso foram finalmente decapitados.

As relíquias de Cosme e Damião, mais tarde foram levadas para Roma. Na Idade Média muitas lendas as mais lindas, sempre os envolveram. Na arte litúrgica da igreja eles são mostrados como médicos, segurando instrumentos cirúrgicos. Eles são os patronos dos médicos, junto com São Lucas, e padroeiros de Florença, dos químicos e farmacêuticos. Alguns escolares afirmam eles eram gêmeos e com isso eles são considerados tambem padroeiros dos gemeos.
São muito venerados na Grécia, Rússia e na Igreja Ortodoxa.

Atenção

Na época da escravatura os escravos africanos criaram uma maneira engenhosa de enganar o Senhor do Engenho. Invocavam os seus deuses Orixá, Oxalá, Ogum como Sebastião, Jorge e Jesus, e ainda outros como Crispim, etc. Isto é chamado de sincretismo.

Erê e Curumim eram invocados como Cosme e Damião e sua festa é celebrada por eles no dia 27 de setembro, dia de São Vicente de Paulo.
Parece que o costume de distribuir doces as crianças, no dia 27, também foi um costume introduzido pelo Candomblé.

Oração

São Cosme e Damião, que por amor a Deus e ao próximo vos dedicastes à cura do corpo e da alma de vossos semelhantes, abençoai os médicos e farmacêuticos, medicai o meu corpo na doença e fortalecei a minha alma contra a superstição e todas as práticas do mal. Que vossa inocência e simplicidade acompanhem e protejam todas as nossas crianças. Que a alegria da consciência tranqüila, que sempre vos acompanhou. repouse também em meu coração. Que a vossa proteção, Cosme e Damião, conserve meu coração simples e sincero para que sirvam também para mim as palavras de Jesus: "Deixa vir a mim os pequeninos, pois deles é o Reino do Céu.

São Cosme e Damião, rogai por nós.

(texto compilado encontrado em vários sites; fonte original incerta)

sábado, 27 de setembro de 2008

O MÊS DE SETEMBRO É CONSIDERADO O MÊS DA BÍBLIA



O mês da Bíblia surge devido principalmente à comemoração do dia de São Jerônimo, celebrado no dia 30. É por isso que o quarto domingo deste mês é o domingo da Bíblia. Normalmente seria o domingo mais próximo da festa de São Jerônimo.

São Jerônimo nasceu no ano de 340 e faleceu em 420 dC, foi encarregado pelo Papa Damaso de traduzir a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim, que naquela época era a língua falada e usada na liturgia da Igreja. Foi um trabalho dinâmico que exigiu dele uma série de viagens ao Oriente, passando grande parte do tempo em Belém, totalmente entregue à tradução e comentário da Sagrada Escritura.

A Bíblia é um livro inspirado por Deus. Foi escrita por pessoas que olhavam os fatos da realidade à luz da sua fé, nos sonhos de Deus que age na história. Ela, não é um romance, um livro de reportagens, nem de documentários e muito menos científico, ela é um olhar da fé sobre os fatos ocorridos na História da Salvação.

A Bíblia é hoje um dos poucos livros que está traduzido em todas as línguas e está presente em quase todos os lares. Serve de alimento espiritual para a Igreja e para as pessoas e ajuda o povo de Deus na sua caminhada em busca de construir um mundo melhor.

Convido a todos para que, durante esse mês de setembro, coloque uma Bíblia num lugar de destaque em sua casa para que esteja no centro de seu lar e ser especialmente conhecida por todos. Além disso, procure dedicar-se mais a Boa Nova da Salvação, que é a Sagrada Escritura. Apesar da vida corrida que vivemos nessas terras orientais sempre precisamos encontrar tempo para ouvir a Palavra de Deus.

Afinal de contas, a Bíblia é a Carta de Deus para seus filhos,que somos nós!

Se estivermos tristes e saudosos: Ela é fonte de vida, alimento que preenche o nosso vazio, fonte de paz e de tranqüilidade, de bênçãos divinas, alimento para nossa vida espiritual que fortalece o espírito no seguimento de Jesus.

Se estivermos desorientados: Ela nos mostra o Caminho, a Verdade e a Vida.

Enfim, nela encontramos o verdadeiro motivo das nossas lutas e da nossa existência. Por isso é preciso ler e meditar com o coração os livros sagrados e entregar-se à vontade de Deus, que age na história, transformando-a.

Que nossas atitudes pessoais e comunitárias sejam orientadas pela Palavra de Deus, hoje e sempre.

Pe. Nelson S. de Souza - SSCC

(texto retirado do Jornal Peregrinos edição impressa de setembro)

domingo, 17 de agosto de 2008

Pensamento Jovem



Vamos conhecer os jovens mais de perto e aprender com eles!
Leia sobre a busca de identidade de Nancy na coluna "Pensamento Jovem",
no nosso blog-irmão PEREGLINKER (http://pereglinker.blogspot.com/)

domingo, 3 de agosto de 2008

Familia Peregrina 7

Furusato – terra natal


Por volta de 1928, como a grande maioria dos imigrantes, os meus avós vieram de Okyama, Japão, em busca de uma vida melhor. Após alguns anos eles se casaram através de omiai. Criaram seus filhos com muito sacrifício e esforço, vieram as perseguições com a segunda guerra, e com o seu fim, veio o confisco da propriedade de meus bisavôs no Japão por parte do governo japonês, e o sonho do retorno ficou muito mais remoto. Resolveram, então, fazer a vida no Brasil. Trabalhavam na lavoura, mas como as coisas não iam bem, venderam o sitio para comprar uma casa na cidade e tocar a vida.
Nasci já na cidade e morava com meus avós, que tomavam conta de mim e de meus irmãos enquanto meus pais trabalhavam. Lembro que minha avó costurava e fazia zabuton, futon e tapetes para a casa. Eu ainda tenho o futon guardado e quando volto para casa adoro usá-lo. Às vezes, o meu avô fazia chinelo típico japonês que ele improvisava com taboa, gostava de ficar ali olhando ele fazer o chinelo, de ficar sentado em seu colo e jogando conversa fora, mas ele não reclamava e sempre estava sorridente.
Em 1994, tive a oportunidade de vir ao Japão e fazer um estágio numa empresa em Okayama. Conversando com dois senhores da empresa, contei-lhes que tinha vontade de ver onde meus avós nasceram, mas eu só sabia o que constava no koseki (registro). Inesperadamente, eles se propuseram a me ajudar a achar o vilarejo. No dia marcado, partimos bem cedo com destino ao vilarejo, nem dormi de ansiedade. Quando nos aproximamos do local, quase não havia casas, mas plantações e mata. Paramos várias vezes procurando alguém que tivesse informações sobre os meus avós. Um certo senhor chamou a sua mãe, que para nossa surpresa nos disse que era ali mesmo que meu avô morara e que havia sido amiga de infância deles. Fiquei ali parado por alguns instantes sem reação, com um frio na barriga e espinha, uma mistura de alegria e espanto. A senhora nos contou que a casa ficava no mesmo local, mas havia sido reformada, uma das poucas coisas que estava ali desde a época de meu avô, era um pé de caqui que ficava em frente à casa. Infelizmente não era época da fruta, senão poderia ter comido o caqui do mesmo pé que meu avô havia comido. O pequeno cemitério da família, perto da casa, ainda existia, então fomos visitar o túmulo de meus antepassados. Fiquei imaginando os meus avôs caminhando naquela mesma trilha em que eu pisava. Não dá para descrever a emoção e alegria que senti naquele dia. Sou muito grato aos senhores que me levaram lá e também à família que ainda cuida do cemitério para nós.
Chegando ao Brasil mostrei as fotos para minha avó que ficou muito emocionada por rever a terra natal que não via desde a sua adolescência, mesmo que por fotos. Essa alegria, infelizmente, não pude dar ao meu avô que me mostrou-me o aconchego de um colo, me deu o suporte de um ombro amigo e me ensinou que na simplicidade do silêncio existe uma enorme sabedoria.
Aos meus avôs meu muito obrigado pelo amor que nos dedicaram, por lições de vida e por tudo que fizeram por todos nós. Hontoni kokorokara kansha shitemasu.

Sergio Toshioka (Comunidade de Tsuchiura)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

SANTO DO MES DE JUNHO - São Pedro e São Paulo

São Pedro e São Paulo - 29 de Junho

A solenidade de São Pedro e de São Paulo é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. Já no século IV havia a tradição de, neste dia, celebrar três missas: a primeira na basílica de São Pedro, no Vaticano; a segunda na basílica de São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis. Antigamente, julgava-se que o martírio dos dois apóstolos tinha ocorrido no mesmo dia e ano e que seria a data que hoje comemoramos. Porém o martírio de ambos deve ter ocorrido em ocasiões diferentes, com são Pedro, crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana e são Paulo, decapitado, nas chamadas Três Fontes. Mas não há certeza quanto ao dia, nem quanto ao ano desses martírios. A morte de Pedro poderia ter ocorrido em 64, ano em que milhares de cristãos foram sacrificados após o incêndio de Roma, enquanto a de Paulo, no ano 67. Mas com certeza o martírio deles aconteceu em Roma, durante a perseguição de Nero. São Pedro e são Paulo são considerados os "Pais de Roma". Embora não tenham sido os primeiros a pregar na capital do império, com seu sangue "fundaram" a Roma cristã. Os dois são considerados os pilares que sustentam a Igreja tanto por sua fé e pregação como pelo ardor e zelo missionários, sendo glorificados com a coroa do martírio, no final, como testemunhas do Mestre. São Pedro é o apóstolo que Jesus Cristo escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro papa da Igreja. A ele Jesus disse: "Tu és Pedro e sobre esta pedra fundarei a minha Igreja". São Pedro é o pastor do rebanho santo, é na sua pessoa e nos seus sucessores que temos o sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade. São Paulo, que foi arrebatado para o colégio apostólico de Jesus Cristo na estrada de Damasco, como o instrumento eleito para levar o seu nome diante dos povos, é o maior missionário de todos os tempos, o advogado dos pagãos, o "Apóstolo dos Gentios". São Pedro e são Paulo, juntos, fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro e o farão para todo o sempre, porque assim quer o Mestre.


(Texto extraído e adaptado do Portal Catolicanet, Santo do dia, por Valeria C. K. Cardozo- Comunidade de Tsuchiura)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

A grande família migrante é a grande família de Deus

Diferentemente da maioria dos brasileiros, vim para esse país longínquo em busca de conhecimento e experiência profissional. Fiz o curso superior e mestrado no Brasil, prestei uma prova e fui selecionada para estudar em uma universidade japonesa como bolsista do governo japonês. Morei em Kobe por quatro anos e meio, concluí o doutorado e transferi-me para Tsukuba, Província de Ibaraki, para trabalhar como bióloga em uma instituição de pesquisa. Foi quando comecei a participar da Comunidade Católica de Tsuchiura. Até então, nunca havia tido a oportunidade de interagir com a comunidade brasileira no Japão.

Em todos esses anos de Japão, conhecendo estudantes estrangeiros e “dekasseguis”, percebi que a grande fonte de força e conforto de nós, migrantes, é a nossa família. Não me refiro à família no sentido de filiação apenas, mas a grande família de Deus, que nos faz a todos, irmãos dentro de Seu amor, independente de nossa nacionalidade, religião ou nível educacional. Em Kobe, tive a graça de ter uma família internacional, com irmãos judeus, muçulmanos, budistas, hindus, cristãos ortodoxos, cristãos protestantes, católicos e muitos ateus. Estávamos todos sós e longe de nossas casas e famílias, mas tínhamos uns aos outros para compartilhar as horas boas e ruins e ajudarmo-nos mutuamente. Esse sentimento de amor fraterno nos transformava numa verdadeira família e nos fortalecia em ânimo para seguirmos em frente em busca de nossos sonhos. Hoje, a maioria já voltou para seu país ou província de origem, mas o sentimento de “família” daquela época ainda continua vivo dentro de nós. Sei que esse sentimento fraterno que nos uniu um dia manterá os nossos corações interligados seja onde estivermos.

Nos últimos anos, tive a oportunidade de acompanhar um pequeno grupo de adolescentes brasileiros na Igreja de Tsuchiura. Essa minha vivência com eles e com a comunidade brasileira, mostrou-me um outro significado de “família” na vida do migrante. Quando via os pais chegarem à Igreja com os olhos fundos e fatigados pela longa jornada de trabalho, trazendo seus filhos para a catequese e Santa missa, percebia o quanto essas crianças e jovens eram amados. Muitos desses pais têm que se deslocar de outras cidades, e outros ainda viajam de ônibus para garantir que seus filhos convivam com a comunidade Cristã. Conversando com esses jovens, admirava-me com sua coragem, esforço, esperança, sonhos e amor pela vida e por Deus. Diante da triste realidade de outros jovens migrantes que perdem o rumo na vida e acabam se deixando levar pelo puro consumismo, pelo crime e pelas drogas, entendi que a grande diferença entre esses dois grupos de jovens está no relacionamento familiar e no ambiente em que vivem. A meu ver, as crianças e jovens que se sentem amados e respeitados e que têm espaço para expressar e compartilhar seus pensamentos e sentimentos tornam-se mais fortes, seguros, e também sensíveis e solidários com o seu próximo. Cabe a nós, adultos, garantir-lhes esse ambiente.

Cada encontro com os adolescentes brasileiros na Igreja de Tsuchiura ao longo desses quatro anos foi, para mim, uma alegre reunião com irmãozinhos e irmãzinhas, que mesmo sem saber, aliviaram-me de muitos momentos de solidão e dificuldade, com os seus sorrisos e carinho. A cada encontro, aprendi muito com a sabedoria e fé desses jovens que sempre me surpreendiam com comentários e perguntas de significado profundo e que me faziam repensar em certos valores da vida. Sou fã desses jovens e de seus pais, e também da comunidade católica brasileira de Kanto, cuja fé e amor cristão se revelam cada vez mais intensamente através da solidariedade, partilha e união no dia a dia, em vários eventos e através do Jornal Peregrinos. Como é bom saber que temos uns aos outros e que somos parte da grande família de Deus!

Cintia Niva
Comunidade Católica de Tsuchiura (2003-2008)
(artigo publicado na versão impressa do Jornal Peregrinos edição de junho 2008)

domingo, 11 de maio de 2008

Reflexão e oração


Maio, um mês com a mãe Maria
(preparado por Pe Olmes Milani)
Como fazer: ponha sobre uma mesinha, uma estampa ou estátua de Maria, a foto de uma mãe de sua família e uma flor. Reúna a família e amigos. Dê-lhes as boas vindas. Quando estiver tudo pronto, inicie lendo esta história:
O senhor Cláudio, era um homem simples, trabalhador, e alegre, casado com sua esposa Mariza, uma mulher amorosa e dedicada. Tinham dois filhos e, não viam a hora que nascesse o terceiro, pois Mariza estava grávida. O Dia chegou. Mariza foi internada na maternidade. onde daria à luz. Durante a trabalho de parto, devido a complicações sérias, Mariza teve que ser operada às pressas. Infelizmente, ela faleceu. A criança, porém, nasceu viva e sadia. O nome escolhido foi Leila Maria.
Com a ajuda de amigos e familiares, o Sr. Cláudio, lutava muito para educar e criar seus três filhos. Por isso era muito admirado por todos e Leila Maria virou o “xodó” de todos. Leila Maria crescia bem e bonita, embora nunca tivesse visto o rosto da mãe e nem tivesse recebido dela o primeiro colo e seus beijos.
Num domingo, tive a oportunidade de visitar o Sr. Cláudio. Era o dia da primeira comunhão de Leila Maria. Enquanto sua madrinha de batismo e outras amigas finalizam o almoço, o Sr. Cláudio quis que eu conhecesse sua casinha simples, mas acolhedora. Mostrou-me o quarto dos filhos e na porta se deteve e pediu para olhar as estampas e fotos, penduradas na parede, atrás da cabeceira das camas.
-“ O senhor está vendo ali? Juntamente com a estampa de Nossa Senhora Aparecida, pus a foto de minha falecida esposa. Assim meus filhos sabem que eles tem duas mães: Maria, a mãe de Cristo, e Mariza, minha esposa, que os trouxe na barriga. Desta maneira sabem como era sua mãe quando estava viva e a recordarão sempre. Para Leila Maria, aquela fotografia é especial porque ela não teve a felicidade de ver e conhecer sua mãe. Mãe, é sempre mãe, mesmo faltando. Por isso eu quero que eles amem as duas: Mariza, a mãe deles, e Maria, a Mãe de Cristo e de todos.” (Testemunho: Pe. Olmes)

Para dialogar:
- Qual é motivo para ter fotos de pessoas amadas? Quando olha a foto de sua mãe ou uma estampa de uma grande mãe, como Nossa Senhora, o que vem à sua mente?
Leitura do Evangelho (Lc. 1,41-45)

"Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança se agitou no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito exclamou: “Você é bendita entre as mulheres, e é bendito o fruto do seu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Logo que sua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança saltou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu.”
(Fazer alguns momentos de silêncio. Dialogar sobre as duas histórias. Finalizar rezando uma Ave Maria, uma dezena do terço ou o terço completo)
Conclusão: Deus Pai que escolheu Maria para ser a Mãe de Jesus, abençoe nossas mães e a nós, em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!



(esse texto foi retirado do Jornal Peregrinos edição impressa de maio de 2008)

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Maio, mês da Mãe Maria

Estimados Peregrinos e Peregrinas:

Estamos iniciando o mês de Maio. É o mês das Mães. Parabéns a todas as mães. É o mês de Maria. Santa, Mãe de Deus e nossa.

Gostaria de retomar a caminhada da fé e de vida de oração. Estamos nesse ano do Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil. Nesses cem anos de História de lutas e conquistas, e sobretudo de esperança - fico a imaginar quantos foram os momentos de intimidade com Maria: pela oração, pedidos, agradecimentos, e quanto foi a experiência de sentir a presença da Mãe nesta caminhada histórica de esperança e fé. Os cristãos católicos que rumaram ao Brasil, sentiram que Maria estava junto deles ao atravessar o mar da vida na esperança. Quantas foram as vezes que nestes cem anos de imigração ao Brasil, vossos antepassados pronunciaram com confiança e fé a oração do Anjo: “Ave Maria, cheia de graça ...”, e professavam sua fé na oração que se segue... “Santa Maria Mãe de Deus rogai por nós...”. E sentindo-se tomados pelas mãos da Santíssima Mãe, reconheciam a esperança do amanhã, saudando Maria com a belíssima oração: “Salve Rainha Mãe de misericórdia vida doçura esperança nossa salve...”
Por isso, meu irmão e minha irmã, convido nesse momento a unirmos nossas vozes e cantar como Maria cantou: “Minha alma glorifica o Senhor, em Deus meu Salvador...”. Nestes cem anos de caminhada de fé, agradeçamos a Deus pelo dom da esperança e da fé. Renovemos neste Centenário da presença Nipônica no Brasil, a nossa fé. Somos caminheiros, e o caminho se faz caminhando.

Vamos celebrar com júbilo a vitória! A Mãe de Deus e nossa, sempre esteve junto dos seus, e está... Ela é a nossa advogada, Ela é a Estrela do amanhã. Ela nos indica o Caminho de Seu Filho Jesus... e no caminho de seu Filho, somos discípulos, aprendendo com Maria a fazer tudo o que Ele nos disser.

Em sua trajetória de fé, nestes cem anos, com certeza vossos antepassados reconheceram em Maria, aquilo que São Germano, já em suas orações expressava como um filho confiante: Se formos abandonados por vós, onde nos refugiaremos? Vós sois o Espírito e a vida dos cristãos. Assim como a respiração nos fornece a prova de que nosso corpo possui ainda energia vital, assim vosso santíssimo nome, incansavelmente pronunciado pela boca de vossos servos em todo tempo e lugar e de toda maneira, é mais do que a prova, é a causa da vida, da alegria, do socorro para nós. Do livro: OS CINCO MINUTOS DE MARIA... Reflexões sobre a Virgem para cada dia do ano.

Convido a todos nesse ano do Centenário, juntamente com a Pastoral Nipo Brasileira, que em sua romaria em Julho/2008 fará sua consagração a Nossa Mãe Santíssima, em seu Santuário de Aparecida, quando pedirão a Ela: “Daí-nos a Benção ó Mãe querida, Nossa Senhora Aparecida”.



Pe. Dirceu Sudário de Freitas
Igreja Católica de Matsugamine, Tochigi-ken




(artigo de capa da edição impressa do mês de maio do Jornal Peregrinos)

domingo, 2 de março de 2008

Jornal Peregrinos - Santo do Mês


Dia 5 de março –Dia de São Teófilo (Bispo)

São Teófilo viveu no século II, época em que São Policarpo, contemporâneo dos Apóstolos, e o Papa Santo Aniceto ainda eram vivos. Foi um grande defensor da Tradição da Igreja, lutou contra as heresias e em defesa da unidade em toda a Igreja quanto à data em que se deveria celebrar a Páscoa, assunto esse em discussão há vários anos. Foi um pastor bastante amoroso e dedicado e era tido por todos como um pai carinhoso.

Oração
Pai celeste, por intercessão
de tão zeloso pastor,
São Teófilo, dai-nos a graça
de vivermos a fé
sustentada pela tradição
da Igreja Apostólica.
São Teófilo, rogai por nós.
São José, rogai por nós.
Maria, Nossa Senhora da Paz,
rogai por nós.
Amém.

(Essa coluna foi preparada por Cristiane Sayuri Hara e Denise Nakasima Machado Jovens Peregrinas da Comunidade Católica de Tsuchiura)

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Jornal Peregrinos (Japão-Brasil 100 anos)

Nossa família peregrina (2)
Joji e Mitsuko Nohara, em busca de um sonho

Joji e Mitsuko Nohara eram meus avós por parte de pai. Joji, meu avô, era da província de Hiroshima. Sua família tinha uma loja onde vendiam "gueta" (sandália japonesa). Aos 16 anos de idade embarcou para o Brasil com toda família. Eles moravam bem próximo de onde caiu a bomba atômica que atingiu a cidade de Hiroshima. Se não tivessem imigrado para o Brasil, com certeza teriam sido atingidos pela bomba. Minha avó, Mitsuko, morava na província de Kumamoto. Sua família trabalhava com agricultura, e aos 12 anos de idade imigraram para o Brasil. Lá, mais tarde, eles se conheceram, pois ambas famílias moravam em Tomeaçú interior do estado do Pará, onde trabalhavam com agricultura. A comunidade nipônica ali era muito grande na época.

Os filhos só aprenderam o Português quando freqüentaram escolas brasileiras, pois dentro de casa só se falava japonês. Mas meu avô aprendeu com certa facilidade o português, pois havia morado até os 12 anos de idade no Havaí, onde aprendera a falar inglês também. Já a minha avó, sempre falou português com certa dificuldade. Casaram-se e continuaram morando lá até criar todos os filhos.
Mais tarde se mudaram para a cidade de 3 de outubro, também interior do estado do Pará, mas logo depois se fixaram na cidade de Castanhal, que fica a, aproximadamente, 65km da capital Belém, onde tinham uma barraquinha na feira da cidade. Meus avós sempre gostaram de mexer com a terra e passaram para todos os filhos essa paixão.
Eles tiveram uma vida difícil no começo, como a maioria dos imigrantes japoneses. Meu avô chegou a ser preso como outros homens da comunidade quando o Japão perdeu a guerra. Tiveram suas casas queimadas e só as mulheres ficaram para poder reerguer tudo e esperar seus maridos e filhos voltarem. Lembro-me do meu pai contando que sua avó havia escondido o dinheiro que tinham em uma lata e enterrado no quintal da casa. E foi com esse dinheiro que as mulheres conseguiram se manter de certa forma até os maridos e filhos retornarem. Apesar de todos esses altos e baixos, meus avós eram pessoas muito alegres, e extremamente carinhosos com os netos. Sempre nos passaram os costumes japoneses através de musicas de roda e brincadeiras típicas do Japão. Meu avô era também um craque em Guetobouru (um jogo japonês, um tipo de golfe modificado). Lembro de ter brincado muito com ele e com meus primos na nossa infância.

Minha avó era uma mulher guerreira, um exemplo de mulher. Lembro quando ela me falou para correr atrás da própria felicidade pois ela não vem até nós se não a buscarmos. Ela dizia que ela e meu avó só conseguiram ficar casados por 50 anos porque tinham casado por amor, coisa rara na época, onde muitos se casavam por omiai.

A maior alegria deles foi quando os filhos os trouxeram para passear aqui no Japão, quando cada um retornou à sua terra natal. Minha avó ainda conseguiu reencontrar a prima que não via há mais de 50 anos.

Meus avós foram exemplo de superação e perseverança em busca de um sonho. Foram pessoas que imigraram para uma terra distante sem falar o idioma e sem, sequer, conhecer algo da cultura local. Por isso, tento me espelhar no exemplo que eles deram toda vez que me deparo com uma dificuldade aqui no Japão.

Kiara Castro
Comunidade de Tsuchiura


(artigo retirado do Jornal Peregrinos da edição de fevereiro de 2008)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Jornal Peregrinos - PERDOAR, UM CAMINHO DE LIBERTAÇÃO


A Quaresma é um tempo que a Igreja nos dá para conversão e entrar no caminho que conduz ao Pai. É um tempo para sermos como o filho pródigo, que volta ao Pai depois de uma vida longe Dele cheia de vícios e pecados, mas recupera a vida, a filiação e a casa, sentindo novamente o calor do abraço do Pai e da Mãe: “vamos festejar, porque este meu filho estava morto e viveu, estava perdido e foi achado“ (Lc 15,24)
O caminho da Quaresma tem como guia a Palavra de Deus, lida, memorizada e cumprida. Cada dia tem o seu programa e precisa de vontade e de perseverança. Uma grande mensagem da quaresma é que reconheçamos os nossos pecados e que peçamos perdão. Deus nos ama tanto que Ele nos deu Seu próprio Filho, mas Lhe somos sempre ingratos e nunca o escutamos. Jesus nos revela que para ser perdoado é preciso perdoar e isto também rezamos na oração do Pai nosso.

Perdoar é, realmente, um caminho de libertação:

Regina é boliviana. Quando criança, seu pai abusou dela sexualmente muitas vezes e teve uma infância sofredora. Ela se casou muito jovem procurando amor e paz, mas no nascimento da quinta criança, o marido a abandonou. Ela, então, convidou o pai, viúvo, a viver com eles. Logo ela descobriu que o pai tentava abusar da própria neta e foi se aconselhar no serviço social. Disseram -lhe para denunciar o pai na polícia para que fosse preso, mas ela respondeu: “Ele é meu pai, fraco, mas eu não quero ele preso, quero ele feliz e livre.” Ela conseguiu falar ao pai: “Eu lhe perdoo tudo.” Ela, filha, gerou o pai numa vida nova, pelo perdão.

No Brasil, Giovana tinha um filho amado que foi morto por um tiro. Tanto ele como o assassino tinham 18 anos. Giovana odiava cada dia mais o assassino, que já havia sido preso, desejando que moresse logo, pois nunca poderia perdoá-lo. Um dia, não aguentando mais, ela decidiu visitar o rapaz na prisão e despejar todo o ódio que enchia tanto seu coração e a levou a adoecer. Porém, quando viu na sua frente um rapaz todo desfigurado pelos maltratos e tortura, os olhos chorando de vergonha e de arrepedimento, o seu ódio se tranfomou em misericórdia (ter um coração com a dor do outro) de compaixão (sofrer com a dor de alguém). Ela decidiu pedir a libertação do rapaz e convidou-o a viver em sua casa. Pouco a pouco ele se tornou o filho da casa, renascido. Ele se formou e agora trabalha como assistente social.O perdão de Giovana o ressuscitou. Perdoar faz o outro se levantar, o liberta e é fonte de alegria para quem perdoa e quem é perdoado

Ana Noeum, uma mãe do Cambodia diz: Os kmeres vermelhos mataram meu 10 filhos e meu marido mas eu não tenho ódio nem desejo de vingança no coração. Estou livre e confio tudo a Deus. Eu perdoei tudo. Perdoar é se libertar, renascer e gozar da paz e da esperança.

Jesus, torturado e crucificado, gritou: ”Pai perdoa esta gente, eles não sabem que estão fazendo” (Lc 23, 31). Ele nos mostra o caminho, ele é O CAMINHO. Vamos seguí-lo durante esta Quaresma. Você que já não consegue há muito tempo perdoar um pai, uma mãe, um irmão, uma irmã, um parente, um filho, o próprio marido ou a mulher, um amigo, até um inimigo, vamos tomar o caminho do perdão, nos libertar e libertar os outros. Assim o nosso coração se encherá de alegria e de paz, experimentando ser verdadeiros filhos e filhas do Pai do Céu. Vamos também aproveitar e fazer nossa confissão ao padre para reconciliar-nos com Deus e, desse modo, ressuscitarmos com Cristo na santa festa da Páscoa.

Boa Quaresma!

Pe Louis Roguet, mopp


(artigo retirado do Jornal Peregrinos edição impressa de fevereiro 2008)

sábado, 19 de janeiro de 2008

JORNAL PEREGRINOS - Santo do mes de janeiro

Dia 25 de janeiro – Dia da Conversão de São Paulo

São Paulo nasceu em Tarso, na Cilícia, pelo ano 10 de nossa era, de uma família judaica da tribo de Benjamin, mas ao mesmo tempo cidadão romano; recebeu, desde a infância, uma séria formação religiosa segundo as doutrinas dos fariseus. Foi perseguidor da jovem Igreja Cristã, mas teve uma conversão súbita no caminho de Damasco, devido à aparição de Jesus ressuscitado, que lhe indicou a sua missão especial de apóstolo dos gentios ou pagãos, ou seja dos não-judeus. No dia 25 de janeiro recorda-se exatamente esse dia em que Paulo de Tarso converteu-se ao Cristianismo (At 9,3-19; 1,12.15ss.; Ef 3,2s).
A partir desse momento ele dedica toda a sua vida ao serviço de Cristo, viajando dezenas de milhares de quilômetros nas redondezas do Mar Mediterrâneo em pregação. Foi então que começou a usar o nome grego de Paulo, preferentemente ao judaico Saulo. Sua morte se deu em Roma pelo ano 67.
O apóstolo Paulo é talvez o personagem do Novo Testamento que melhor conhecemos, através de suas 13 epístolas e dos Atos dos Apóstolos. Acredita-se que ele seja o responsável por transformar o Cristianismo de uma simples seita judaica para uma nova religião.
Saiba mais sobre os santos católicos nos links recomendados no final dessa página.

(texto adaptado da Catolicanet e BBC)

(publicado no Jornal Peregrinos edição impressa de janeiro 2008)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Feliz e Abençoado Ano Novo !

Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil

Estamos iniciando um Novo Ano com muita alegria, pois teremos uma comemoração muito especial para todos nós, que de alguma forma, estamos ligados à Imigração Japonesa ao Brasil. Este ano se completam 100 anos que o Navio KASATO MARU partiu do Porto de Kobe, transportando a primeira leva oficial de imigrantes para o Brasil.

A mensagem do Ano Novo - 2008, de D. Marcelino Tani Daiji, Bispo de Saitama, além de referir-se à Beatificação dos 188 Mártires do Japão, no dia 24 de novembro próximo, em Nagasaki, ressalta com alegria o acontecimento muito importante do Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil.

Recebendo na sua Diocese muitos descendentes de japoneses vindos de toda a América Latina, D. Tani tem demonstrado grande solicitude pastoral para com eles, e está empenhado para construir uma nova Igreja na cidade de Joso, Ibaraki-ken, onde vivem muitos Latinos. Já esteve três vezes no Brasil e visitou também vários países da América do Sul, para conhecer de perto seu povo e sua cultura. Ele acredita que a variedade cultural e a vivência cristã trazidas pelos descendentes vão enriquecer a Igreja no Japão.

Todos nós que temos a experiência de viver num País diferente de onde nascemos, sabemos como é a vida dos imigrantes num país de cultura, língua e costumes diferentes. Podemos imaginar, portanto, como foram as dificuldades e sofrimentos que os primeiros imigrantes japoneses experimentaram no Brasil, numa época em que não havia muitos recursos materiais nem assistência social, como hoje.Reconhecemos que herdamos seus sofrimentos e angústias. Mas também temos que reconhecer que recebemos as riquezas de duas culturas: do Japão e Reconhecemos que herdamos seus sofrimentos e angústias. Mas também temos que reconhecer que recebemos as riquezas de duas culturas: do Japão e do Brasil. E isso faz a diferença, pois percebemos o mundo de maneira diferente. Saber entender o mundo a partir dessa raíz dupla, nos possibilita contribuir à Igreja e à sociedade Japonesa com os valores que herdamos de nossos pais e avós – o espírito de luta, a honestidade, amor e diligência ao trabalho e valorização da vida familiar. Ao mesmo tempo, tendo recebido a influência positiva da cultura cristã no Brasil, a nossa contribuição será a de dar sentido e valorizar a vida, dando maior alegria e felicidade na convivência, superando as dificuldades com fé e confiança em Deus.

É hora de nos despertarmos para esta consciência, assumir com fé e coragem esta missão especial que temos, como Cristãos, neste País, pois o Apóstolo São Paulo nos diz: “... Já é hora de vocês acordarem: a nossa salvação está agora mais próxima do que quando começamos a acreditar.” (Rom. 13,11).

“... Testemunhamos o amor de Cristo que também experimentou a vida de imigrante, ao fugir para o Egito.” (Mt 2, 13-15).

Que neste Novo Ano, todos nós possamos dar um passo qualitativo, conscientes de que cada dia escrevemos uma parte da nossa história de "Comunidade Peregrina" para o Reino definitivo de Deus, que o Evangelho de Cristo nos propõe.

Ir. Teresa Mitsue Shirahama
Carmelitas da Caridade

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Jornal Peregrinos: "Natal, tempo de reflexão"


NATAL , TEMPO DE REFLEXÃO

Chegamos ao final de mais um ano e aqui nesse país parece que o tempo passa rápido demais. Quase não temos tempo para nós mesmos, para os nossos familiares, muito menos para outras pessoas. Mas, com o tempo, também passa a nossa vida aqui na Terra, e aí fica a pergunta: “O que fiz e estou fazendo pelo meu próximo?” Em Dezembro celebramos o Natal, o nascimento Daquele que, morrendo, deu a vida em plenitude para que nós pudessemos ser felizes. Ele nos ensinou que, para ser feliz de verdade, é necessário doar-se e servir a Deus e nossos irmãos. Penso que nenhum de nós está aqui por acaso, pois não existe coincidência, mas sim a providência divina. Celebrar o Natal com presentes, árvore de Natal, comida e bebida, sem se importar com o sofrimento de inúmeros irmãos nossos aqui, seria uma celebração sem sentido. A Sagrada escritura diz que os reis magos voltaram por um “outro caminho”, depois de terem encontrado o Menino Jesus (Mateus 2,12). Talvez a celebração mais digna do nascimento do menino Deus devesse mesmo acontecer dentro de cada um de nós, com uma mudança radical no estilo de vida. Celebrar o Natal requer de nós uma atitude. Que possamos pedir a Maria nossa mãe que interceda por cada um de nós para que tenhamos um coração como o dela, voltado para as coisas do alto e cheio de graça de Deus.

Que Deus nos abençoe e nos dê um Feliz e Santo Natal.

Roque Antonio dos Santos
Comunidade Católica de Ota

Jornal Peregrinos: "Onde estás, o esperança"

ONDE ESTÁS, Ó ESPERANÇA !

Certa vez, num cantinho escuro do mundo, quatro velas conversavam. Pareciam estar bastante desanimadas.

A primeira vela disse:

- Eu me chamo PAZ. Mas, para que sirvo? Há tantos conflitos, desentendimentos, brigas, guerras... Não me procuram para o seu coração, nem para os seus lares, nos trabalhos, nem nas decisões importantes dos Governos... Para que sirvo, afinal?

E decepcionada, foi se apagando, pouco a pouco.

A segunda vela disse:

- Meu nome é FÉ. Eu também estou sobrando. Não há mais lugar para mim. Parece que não querem saber nada de Deus, nada que se relacione com Ele. Tudo se resolve com o dinheiro. Parece que dá para comprar de tudo...

E a sua chama foi ficando cada vez mais fraca até que se apagou.

E a terceira vela disse:

- Eu me chamo AMOR. Ás vezes penso que se lembram muito de mim. O meu nome aparece nos escritos, nas canções, nas propagandas comerciais, sobretudo em datas especiais como Dia de Alguém... mas quando chego para atendê-los, não é de mim que precisam. Deixam-me de lado, cada um olha para si e se esquece dos demais. Fico sempre de lado.

E, triste, foi se apagando...

Nisso entrou, correndo, uma Criança, viu as velas apagadas e disse:

- Oh! Não! Estão quase todas apagadas! Assim, o mundo fica muito escuro.

A quarta vela que humilde e escondida mantinha ainda sua frágil luz, atreveu-se a dizer:

- Olha! Eu estou aqui. A minha luz é pequena, mas enquanto eu estiver aqui posso acender as outras velas. Eu me chamo ESPERANÇA.

A Criança ficou feliz com o achado. Inclinou-se com cuidado sobre a pequena chama, e protegendo-a carinhosamente, com a palma da sua mão, acendeu a PAZ, acendeu a FÉ e acendeu o AMOR.
E o mundo ficou de novo iluminado.

Ir. Cazuko Horie
Carmelita da Caridade de Vedruna

(texto adaptado de autor desconhecido)

“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz, e uma luz brilhou para os que habitavam um país tenebroso”.
Is.9,1.


(artigo do Jornal Peregrinos impresso edição de dezembro 2007)

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Jornal Peregrinos: "Cantarei as misericórdias do Senhor!"

Cantarei as misericórdias do Senhor!

Louvor a Deus!

Inicialmente agradeço a Deus por todos os benefícios a mim concedidos, pelo dom da vida, pelos meus pais e irmãos, pela graça de viver estes últimos seis anos e meio aqui no Japão, por esta terra que aprendi a amar e que foi lavada pelo sangue dos mártires unindo esta nação ao céu. Agradeço o acolhimento do Bispo Dom Marcelino Tani; aos Padres: Inumata, Odoric, Yamaguchi, Pedro, Louis, Olmes, Dirceu; as irmãs: Teresa, Ofélia, Mônica, Matilde, Teresa (Clarissas), Furuya, Blanca, Maria Akatsuki, Mori; aos irmãos da Comunidade Vida e Aliança Unidade plena em Cristo; as comunidades: Isesaki, Honjo, Ota; e a todas as pessoas, amigos que passaram por minha vida, que fizeram e me fazem ser mais de Deus.
Nesta alegria quero cantar as misericórdias do Senhor.
Quantas vezes procurei fora, em coisas, pessoas, trilhei diversos caminhos, perdendo o rumo, andando como uma errante, procurando preencher um vazio interior.
Foi justamente no Japão que encontrei a Deus, foi-me concedida à graça de renascer, viver como “filha de Deus”, não só em palavras, mas em gestos e atitudes concretas.
Vim para o Japão com planos no futuro de montar no Brasil o meu atelier, eu me considerando uma artista plástica, e grande foi a minha surpresa, descobri que na realidade a obra a ser trabalhada sou eu, e que O artista é Deus. Sou uma obra inacabada onde O artista a todo instante modela, retoca, tira excessos, muda formas, cores, desmancha algumas áreas, refaz outras, corrigi.
Foi pela misericórdia que o Senhor veio em meu resgate, posso dizer como São Paulo, “Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o primeiro” (1Tm 1,15). Seu amor está acima de tudo e sempre pronto a perdoar.
Quantas vezes resisti a este amor e deixei Deus a me esperar. Pude perceber que Deus na Sua insistência, não desistiu de mim e também não desiste de nenhum de seus filhos. Quando fui encontrada por Àquele que me procurava, todo o vazio interior desapareceu, e, como conseqüência, passei a seguir Jesus, a cada dia querendo ser mais d’Ele, toda d’Ele, e pregar o Seu nome. E a exemplo de Santa Teresinha do Menino Jesus descobri que minha vocação é o amor.
A partir de Cristo encontrei a minha essência, identidade, vocação.
Vou contar uma história: uma criança achou uma bala dentro de um vaso, ao colocar sua mãozinha no mesmo, pegou a bala e ao tentar tirar sua mão do vaso, não saía por estar fechada, segurando o doce. Começou a chorar, espernear, mas não soltava a bala, sua mãe e sua avó tentaram convencê-la que era necessário soltar a bala, mas nada feito. Seu avô ao passar pela sala, em silêncio, viu toda a cena, saiu, foi para a cozinha e ao voltar tinha as mãos cheias de balas e bombons. Imediatamente a criança soltou a bala e correu ao encontro do avô agarrando os doces.

Como esta criança, eu e creio que muitos, teimamos em tantas situações continuar segurando a bala que tanto queremos obter e desprezamos os doces do Senhor que são os melhores para nós, estacionamos e impedimos a graça acontecer.
Hoje digo que estou soltando a bala e indo ao encontro dos manjares de Deus, deixando pai, mãe, irmãos, amigos, o Japão, e indo adiante na minha vocação para a vida religiosa. Levo daqui o maior tesouro, Jesus Cristo; e, também, cada um em meu coração.
Digo a você: Não tenha medo de fazer a sua experiência do amor de Deus e de acolher o plano de amor que Ele tem para a sua vida.

Fique com Jesus, Maria e José.

Simone Akemi Tei
(Comunidade Católica de Isesaki)

(Artigo do Jornal Peregrinos edição de novembro 2007)

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Jornal Peregrinos - A importância das práticas católicas entre os brasileiros no Japão

A importância das práticas católicas entre os brasileiros no Japão

Olá amigos Peregrinos! Após um ano de ausência volto a contribuir para este importante veículo de esperança e fé entre os brasileiros no Japão. Por vários anos, juntamente com meu esposo Mário Henrique Ogasavara, participamos assiduamente das atividades da Igreja Católica de Tsuchiura (Ibaraki-ken). Sempre recordo-me das missas e encontros com muitas saudades e carinho. Durante oito anos residimos na cidade vizinha de Tsukuba como estudantes da Universidade de Tsukuba. No ano passado terminamos nossos estudos e mudamos para Cingapura onde trabalhamos como pesquisadores da Universidade Nacional da Cingapura.

Gostaria de relatar aqui um pouco da minha história e pesquisa no Japão. Minha área de pesquisa é antropologia e religião, sendo que o tema da minha pesquisa de doutorado foi sobre a importância e significado das atividades religiosas, principalmente dos católicos, entre os brasileiros no Japão. Para desenvolver minha pesquisa, visitei várias paróquias, participei de eventos, comemorações em diversas comunidades da Diocese de Saitama e entrevistei vários líderes e membros das comunidades locais.

Desta forma, fiquei familiarizada com as dificuldades e problemas cotidianos que os brasileiros enfrentam no Japão. Percebi que a igreja, para muitos, representa o local onde os brasileiros encontram conforto espiritual bem como um ambiente saudável de socialização, local para encontrar os amigos, conversar, relaxar e matar as saudades dos quitutes brasileiros que são servidos no “cafezinho após a missa” ou nas celebrações de datas importantes para os católicos, tais como a Ceia de Natal e as festas juninas. A igreja e os ensinamentos cristãos representam também um guia de orientação para muitas famílias com filhos que estão rapidamente aculturando ao estilo de vida no Japão e perdendo suas raízes.


Muitas famílias enfatizaram a importância da catequese na formação moral e espiritual de seus filhos, pois como sabemos, um número grande de brasileiros no Japão enfrenta problemas sérios com a educação e de relacionamento com seus filhos. Os jovens se tornam rebeldes, devido ao sistema educacional do Japão e a pressão no sentido de aculturação na sociedade japonesa. Desta forma, os jovens de forma geral estão perdendo o interesse pela língua portuguesa e a cultura brasileira, o que também dificulta a comunicação com os pais. Assim, muitos destes jovens perdem a noção de identidade e se tornam frustados diante da realidade das escolas japonesas, desistem de seus estudos, sonhos e perdem a esperaça em um futuro melhor. Assim, o contato com os ensinamentos e práticas católicas representa uma forma de resgate da identidade perdida e se torna um caminho de orientação moral e espiritual imprescindível para estes jovens.

Por outro lado, a igreja proporciona também o local de manifestação da identidade brasileira. As missas que são celebradas em português, os encontros semanais para os pais e pessoas envolvidas nas atividades da comunidade, constituem o elo de ligação entre o Brasil e a realidade dos trabalhadores no Japão. Muitos enfrentam horas estressantes de trabalho árduo sem pausa para descanso. O espaço da igreja oferece, então, um local de refúgio e descontração. Muitas pessoas relataram que se sentem como se estivessem em “casa” desfrutando da companhia de seus familiares e amigos. Este sentimento de “sentir-se em casa mesmo fora de casa”, no Japão, renova as energias e a esperança em um futuro melhor. Agradeço a todos da comunidade da Diocese de Saitama que colaboraram com esta pesquisa. Obrigada!
Regina Yoshie Matsue

(artigo do Jornal Peregrinos edição de novembro 2007)

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Jornal Peregrinos: "Prepare-se para o Natal 2007"


Prepare-se para o Natal 2007

O Natal de Cristo está para chegar.

Use esse texto e prepare-se para celebrá-lo com alegria e fé. Reúna sua familia ou faça sozinho(a).
[A.- animador(a). L.- leitor(a). T. –todos]

A: Vamos fazer a nossa preparação para celebrar o Nascimento de Cristo no dia de Natal, pedindo e agradecendo por nossa família.
T: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém.
A: Que o Natal de Jesus nos ajude a viver em paz e harmonia, com simplicidade e partilha. Que Jesus nos ajude, nos liberte de todos os males e nos salve. Vamos ouvir um pequeno trecho da Bíblia(Mt 1,19-21)
L. “ Eis que o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José, filho de Davi, e lhe disse: “ Não temas receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo de seus pecados”
A: O Senhor que ama a todos dê à nossa família a saúde e a paz!
T: Fica em nossa casa, Jesus.
A: Para que vivamos na união e no amor!
T: Fica em nossa casa, Jesus.
A. Quando nos sentimos desanimados e cansados!
T: Fica em nossa casa, Jesus
A: Para que tenhamos alegria e felicidade!
T: Fica em nossa casa.
(Todos rezam juntos um Pai Nosso, uma Ave Maria e um Gloria ao Pai)
A: O Senhor nos abençoe e nos guarde. Ele nos mostre sua face e se compadeça de nós. Dirija para nós o seu olhar e nos dê sua paz.
T.: Amém!
A: Que a alegria de Cristo seja a nossa força. Que a paz do Senhor esteja em nossa família.
T: Graças a Deus

(Guarde este Boletim e faça essa oração duas, três vezes por semana ou até todos os dias. Acrescente suas orações)

Tenha um Feliz Natal com Jesus!

Pe. Olmes
(artigo do Jornal Peregrinos edição de novembro 2007)

Jornal Peregrinos: "Conversa sobre os Santos"

Conversa sobre os Santos
Betinho e a Geni são irmãos e estão se preparando para a participação na Comunhão. Num certo domingo, o catequista André, levou-os à igreja, ao invés de usar a sala como de costume. Juntos foram até o sacrário, onde fizeram uma breve oração. Além de ouvirem que aquele era um lugar muito importante por guardar as hóstias consagradas, já transformadas em corpo de Cristo, para serem levadas aos doentes ou idosos, souberam também que é muito bom ser amigos de Cristo.
O catequista disse:
– Vamos ver umas representações interessantes. São as imagens dos santos.
– André, o que é aquilo? – perguntou a Geni, menina alegre e interessada.
– Vamos ali, onde vocês podem ver uma estátua com algumas flores e velas. Ela é a representação de um santo. Ela representa uma pessoa como nós, mas que viveu como amigo de Jesus e das pessoas.
– Meu pai sempre diz que um santo, é um cara que foi legal – disse Pedrinho.
– É isso mesmo. Dizemos que uma pessoa é santa porque se fez grande amigo de Cristo. Tentou fazer tudo direitinho aquilo que Cristo ensinou. Além disso, procurou fazer o bem aos pobres e doentes, respeitou e amou as pessoas e tinha muita fé – explicou o catequista André.
– Então, a gente tem que fazer aquilo que o senhor está ensinando no catecismo? O senhor sempre lê para nós as coisas que Cristo fez e ensinou – foi a observação de Geni.
– Isso mesmo. Daí a gente começa ser amigo de Cristo e das pessoas e vai ficando santo, quer dizer, um amigo legal de Jesus que nos ensinou a ser amigos de todas as das pessoas.
– Estou percebendo que, ser santo, não é tão dificil como parece.
– Dificil, não deve ser. Se eles puderam ser santos, nós também podemos. É bom não esquecer que somos manhosos e egoístas. Às vezes somos preguiçosos ou queremos fazer coisas erradas. Os santos estavam sempre atentos para não se deixar levar pelo mal. Algumas vezes também erraram.
A esta altura, o Betinho começou a ficar preocupado. Todo mundo achava que ele era um bom menino, mas também era travesso. Até arrumava algumas encrencas no jogo de futebol.
– Ah! Desse jeito, santo mesmo tem poucos – disse.
– Veja bem. Santo não é uma pessoa que nunca fez alguma coisa errada. Eles também erraram. Cometeram pecados. Alguns deles foram bem ruins, mas quando descobriram que é bonito viver como amigos do jeito que Jesus ensinou, mudaram de vida. Um santo ou uma santa se faz aos poucos. Ninguém nasce totalmente bom.
A Geni, como conhecia bem seu irmãozinho, olhava para ele e ria. Então lembrou:
– Lá em casa, depois que a gente reza o terço, a mãe diz um montão de nomes de pessoas. Diz ela, que são os nomes dos santos.
– Verdade. São pessoas que foram amigos e amigas de Jesus e dos outros. As autoridades da Igreja, o Papa, decidiu colocá-los como modelos para nos inspirar. Isso quer dizer, se nós seguimos aquilo que Jesus ensinou como eles, podemos ser santos. Mas tem muito mais santos por este mundo afora. São tantos que o Papa nem tem condições de saber onde estão e o que fazem. Mas quando tem uma pessoa boa, amiga de Jesus e que faz o bem, o povo sabe. Para o povo aquela pessoa é uma santa.
– Entendi – disse a Geni – É por isso que minha mãe sempre diz que aquele homem que mora no bairro perto do nosso, e que sempre ajuda as pessoas com problemas, é um santo.
– Ah, sim. Ouvi a mesma coisa a respeito daquela senhora que mora lá na vila dos pobres. Todos os dias ela vai ao mercado buscar verduras e legumes que o gerente passa para ela. Aí ela leva para casa e faz uma sopa para as crianças pobres. Dizem que é uma santa – acrescentou o Betinho.
– Então, deu para entender o que um santo ou uma santa?- perguntou o catequista.
– Acho que deu para entender. São pessoas que colocaram em prática aquilo que Jesus ensinou – disse Betinho.
– Sim, mas também fizeram o bem aos pobres e necessitados. Estou pensando que nós também podemos fazer isso – foi a vez de Geni completar.
O catequista estava radiante com as observações das duas crianças. Já era hora de encerrar o encontro de catequese.

Pe. Olmes (Missionário escalabriniano)
(artigo do Jornal Peregrinos impresso edição de novembro 2007)

domingo, 28 de outubro de 2007

Jornal Peregrinos: "Nossa missão cristã"

Nossa missão cristã
Nesse mês das missões, gostaria de refletir com todos sobre o chamado que Jesus faz a todos os batizados de sua Igreja. Pelo batismo, que recebemos da Igreja, e na Igreja, somos mergulhados na vida da graça, portanto participamos da vida divina da trindade santa. Essa afirmação nós encontramos no n.17 do documento do Concílio Vaticano II quando fala do caráter missionário da Igreja. Na íntegra, diz o seguinte: “Assim como fora enviado pelo Pai, também o Filho enviou os apóstolos (cf. Jo. 20, 21) dizendo: "Ide, pois, ensinai toda a gente, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a observar tudo aquilo que vos mandei. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos (Mt. 28,18-20)”. Foi esse mandamento solene de Cristo, que recebemos através da Igreja. Ora, cabe aqui a pergunta:
O que é a Igreja?
A igreja somos nós, pela graça do batismo. Aqui cabe uma outra pergunta que primeiramente é pessoal, depois se torna além de uma resposta pessoal, uma resposta comunitária, ou seja, eclesial. Para que exista o “nós”, deve existir o “eu”. Em se tratando do “eu”, está em jogo a consciência particular de cada um de nós que forma a Igreja do Senhor. E para a formação dessa consciência, em termos de reflexão e formação atual, cabe o tema da “V Conferência Latino Americana e Caribenha”, que se deu em Aparecida do Norte, São Paulo, com o grande tema “Discípulos e missionários de Jesus Cristo”, para que Nele nossos povos tenham vida. ¨Eu sou o caminho, a verdade e a vida¨ (Jo. 14,6). Com esse convite do Santo Padre, a Igreja da América Latina e do Caribe quer ser uma resposta de vida missionária. Para nós peregrinos que vivemos no Japão, também se faz necessário sermos discípulos. E aqui uma pergunta, que exige de cada cristão uma resposta:
O que é ser discípulo?
Discípulo é alguém que se dispõe a aprender algo. Aprendemos de Jesus o que é ser cristão, tudo o que Jesus fez é uma escola de aprendizado para o cristão. A máxima do ensinamento de Jesus está no seu Evangelho, é dessa fonte inspiradora que nós vamos assimilar a nossa missão de como devemos ser e agir. É com o legado desta conferência que todos nós latino-americanos aqui na Igreja do Japão queremos responder a esse grande convite e ensinamento da Igreja, na pessoa do Sumo Pontífice o Papa Bento XVI.
Como viver essa dinâmica missionária no mundo de hoje?
Acredito que a resposta nascerá justamente desse buscar e encontrar em Jesus a fonte da vida. “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo. 10,10). Ser missionário é assumir a causa cristã. Assumindo a missão de ser pai, mãe, filho, marido, esposa, amigo, de ser um trabalhador que assume a consciência de que o trabalho não é um bem que visa somente o aspecto financeiro, mas que ali onde eu trabalho, sou chamado a ser sinal de esperança, de diálogo, de perdão, de somar os dons recebidos em benefício da grande casa comum, o mundo criado por Deus, em benefícios de seus filhos e filhas, portanto em benefício de nós mesmos. Maria, a missionária do Pai, foi a primeira a se encantar com a acolhida do maravilhoso. Ela mesmo nos ensinou: "Fazei tudo o que Ele vos disser" (Jo. 2,5). Cada missa que participamos e celebramos, cada criança que acolhemos para receber o batismo em nossas comunidades de fé, deverá despertar em nós uma grande alegria e um profundo desejo de resposta ao grande chamado do mestre e Senhor Jesus Cristo. "Grande é a messe, mas pouco são os operários. Rogai ao Senhor que mande trabalhadores para a sua messe" (Lc.10,2). Evangelizar é preciso.
Oremos:

Obrigado Senhor por todos aqueles e aquelas que Te seguem, nosso Papa Bento XI, nossos bispos, nossos padres, religiosos e religiosas catequistas, animadores de comunidades, nossas famílias, pelos tantos homens e mulheres que nos afazeres diários, com os talentos recebidos de Ti, já vem sendo uma resposta generosa ao teu suave convite: “Vem e segue-me”. Que Maria nossa Mãe, a missionária do Pai, nos ensine sempre a fazer tudo o que o Senhor nos manda. Que a Eucaristia, ritmada por nosso amém, nos envie em missão.
Com carinho e amizade desse teu irmão no seguimento de Jesus...
Pe. Dirceu Sudário de Freitas *
(artigo publicado no Jornal Peregrinos impresso, edição de outubro de 2007)
* Pe Dirceu veio recentemente ao Japão em missão para apoiar a comunidade migrante brasileira na Diocese de Saitama.

Mapa de acesso - Igreja Católica de Tsuchiura

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