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sábado, 10 de janeiro de 2009

Evangelho por email todos os dias



Nessa época de crise, dificuldades, necessidades e inseguranças, pense no conforto da Palavra de Deus nos dando força espiritual e esperança para continuarmos firmes em nossa caminhada. O Pe Louis Roguet nos apresenta uma nova maneira de ter a Palavra de Deus em nossas mãos todos os dias.

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Obrigada pela dica, Pe Louis.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Coluna do Pe Louis Roguet

Eu gosto muito deste tempo de Quaresma, de vivência com a pedagogia da Igreja, nas leituras, as cores, os jejuns, os esforços para mudar algumas coisas que atrapalham, tudo isso ajuda para que a cada ano mudemos um pouco para melhor, e também para esperar com muita ansiedade a Ressureição de Cristo, nossa VITÓRIA sobre a morte. Quando estava no Brasil sempre ficava triste de ver o povo tão numeroso na Sexta-feira Santa (morte de Cristo) e quase ninguém para festejar a Ressureição.

Esse artigo eu escrevi há alguns anos atrás para o Jornal Peregrinos e achei que seria bom colocar no blog para explicar o que é a Quaresma e o que se faz durante esse tempo, pois muitos não sabem.

Eu vos desejo um bom caminho de convesão!

Pe. Louis Roguet*
MOPP - Missão Operária São Pedro e São Paulo
(louismopp@hotmail.com)

* Pe Louis e suíço, antes de vir ao Japão, morou no Brasil por mais de 10 anos. Ele celebra missas em portugues em Higashi-Matsuyama (1º dom/16:00), Kawagoe (4º dom/16:00) e Ota (3º dom./15:30)



Quaresma, 40 dias de Conversão e Libertação
Já estamos na Quaresma, um tempo de conversão e libertação. Ela inicia com as Cinzas: “Você é pó e voltará para o pó. Convertei-vos e acredite no Evangelho”, e vai até a Páscoa. São 40 dias que vão lembrando os 40 anos no deserto que o Povo de Israel precisou para se converter e entrar na Terra Prometida.
Jesus também antes de iniciar sua evangelização, quis ficar 40 dias no deserto jejuando e rezando. O demônio veio tentá-lo dizendo: “Se és Filho de Deus, mande que estas pedras se transformem em pães”. Jesus então respondeu: “Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da Boca de Deus” (Mt 4, 4).
Assim, a Igreja nos oferece esta oportunidade de nos converter, ou seja, tomar um outro caminho para nos tornar livres e sermos mais filhos e filhas de Deus. Para isto, precisamos refletir sobre o que nos escraviza e que não nos permite ser imagem de Deus (Gn 1, 26):
• A comida, a bebida, o cigarro nos escravizam, sempre cobrando mais e nos levam à doença e à morte.
• O sexo que impede ver os outros com um olhar puro e gratuito, ocupa nossa imaginação e nosso coração, transformam os outros em instrumentos do prazer, ao invés de ser amor e dedicação. Este também leva à doença e à morte do coração e da família.
• A violência, a mentira, as fofocas e o ódio que destróem as relações na família, no trabalho, impedindo a construção de um mundo solidário, de paz e de amor.
• O dinheiro, que cria uma fome de possuir jamais satisfatória e nos torna escravos: trabalhar, trabalhar e trabalhar... não temos mais tempo de partilha, de descanso, nem de participar da comunidade cristã.
• A aparência: cabelos, perfumes, vestidos que precisam de dinheiro e tempo. Assim nos tornamos escravos da aparência, e não sobra mais tempo para ser imagem de Deus, transparecendo a beleza de Deus que Sua Palavra faz brilhar no rosto de quem a lê e a pratica.
• A preguiça que nos impede encontrar os irmãos e mais ainda a Deus, deixando de ler cada dia o Evangelho (a Boa Notícia de Jesus Cristo), de rezar e de participar da comunidade que se reúne aos domingos. Assim, a pregüiça deixa fora este Deus que bate na porta de nosso coração para entrar e compartilhar conosco (Ap 3,20).
É assim que vivia (ou melhor morreu) o Povo de Deus no deserto. Temos que cuidar para não precisarmos ouvir o que Deus falou à eles: “Por quarenta anos, estive desgostoso com essa geração e disse: É um povo de coração transviado, que não reconhece meus caminhos... por isso, jamais entrarão no meu repouso” (Sl 95, 10). O autor da carta aos Hebreus nos aconselha: “Portanto irmãos, tenham cuidado para que não haja entre vocês nenhum homem (mulher) de coração perverso e sem fé, que se afasta do Deus vivo.
Animem-se uns aos outros a cada dia, enquanto dura a proclamação desse hoje, a fim de que ninguém de vocês se endureça enganado pelo pecado. De fato nos tornamos participantes de Cristo, contanto que mantenhamos firmes até o fim a fé que tivemos desde o início” (Hb 3, 12-14).
O Hoje de Deus é nosso “cada dia”. Nesta Quaresma por que não iniciar cada dia com a escuta da Palavra de Deus e se tornar assim companheiros de Cristo? “Ele é o sumo sacerdote que atravessou os céus, Não temos fraquezas, pois ele mesmo foi provido como nós, em todas as coisas, menos o pecado” (Hb 4, 14-15).
Ele é assim capaz de nos ajudar e guiar o nosso dia-a-dia. Vamos fazer as leituras que a Igreja, como uma Mãe, nos dá a cada dia:
• A primeira que nos mostra a luta do Povo de Deus para se converter e as propostas de conversão proclamadas pelos profetas.
• O Evangelho que nos revela a misericórdia de Deus e a salvação do Filho de Deus, Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, que caminha a nossa frente e vai dar a própria vida para nos salvar.
Assim respondemos ao mandamento de Deus, o primeiro e sempre recordado: Ouvi Israel. E depois, o que podemos fazer para nossa conversão?
• Reduzir o tempo de televisão ou vídeo, e assim tomar tempo de ler um bom livro, partilhar com a família e os amigos. A gente se torna mais imagem de Deus e deixa um pouco de lado as imagens do mundo e os ídolos (cantor, esportista, ator) que geram violência, paixões e desejos de consumo.
• O jejum: ele é fonte de liberdade, pureza e saúde. Quando jejuar, tome muito líquido e um pouco de sal, assim não vai desmaiar, mas sim sentir alegria e paz. Se não conseguir jejuar um dia, pode fazê-lo (por exemplo na 6ª. feira) o jejum de uma refeição, ou da carne, ou do doce. Ver aquilo que nos escraviza e se libertar... e utilizar o dinheiro poupado para ajudar um pobre que não tem o que comer, tornando-se uma pessoa com melhor saúde e mais irmão universal.
O importante é se esforçar cada dia para realizar nossa conversão. Deus que é Pai, sabe nossa fraqueza, e vai se alegrar das nossas boas disposições de conversão. Ele vai se revelar cheio de misericórdia e de compaixão, e vai dar a paz e a alegria de Filhos e Filhas de Deus. E quem sabe, tentando mudar um pouco de vida, você vai descobrir sua fraqueza e seus pecados. Por que não aproveitar deste tempo para procurar o Sacramento da Reconciliação? Assim, confessar os seus pecados, receber o perdão das mãos do sacerdote, receber a graça de melhora e também poder comungar no corpo e no sangue deste Jesus, que deu a própria vida para nos salvar e quer viver conosco. Portanto, “aproximemos do trono da graça com plena confiança a fim de alcançarmos misericórdia, acharmos graça e sermos ajudados no momento oportuno” (Hb 4, 16).
Boa Quaresma e boa caminhada de conversão.
(artigo publicado no Jornal Peregrinos impresso, edição 33, fevereiro 2005. Arquivos PDF disponiveis em http://br.geocities.com/peregrinosjapao/Peregrinos_Fev05.htm)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Jornal Peregrinos - PERDOAR, UM CAMINHO DE LIBERTAÇÃO


A Quaresma é um tempo que a Igreja nos dá para conversão e entrar no caminho que conduz ao Pai. É um tempo para sermos como o filho pródigo, que volta ao Pai depois de uma vida longe Dele cheia de vícios e pecados, mas recupera a vida, a filiação e a casa, sentindo novamente o calor do abraço do Pai e da Mãe: “vamos festejar, porque este meu filho estava morto e viveu, estava perdido e foi achado“ (Lc 15,24)
O caminho da Quaresma tem como guia a Palavra de Deus, lida, memorizada e cumprida. Cada dia tem o seu programa e precisa de vontade e de perseverança. Uma grande mensagem da quaresma é que reconheçamos os nossos pecados e que peçamos perdão. Deus nos ama tanto que Ele nos deu Seu próprio Filho, mas Lhe somos sempre ingratos e nunca o escutamos. Jesus nos revela que para ser perdoado é preciso perdoar e isto também rezamos na oração do Pai nosso.

Perdoar é, realmente, um caminho de libertação:

Regina é boliviana. Quando criança, seu pai abusou dela sexualmente muitas vezes e teve uma infância sofredora. Ela se casou muito jovem procurando amor e paz, mas no nascimento da quinta criança, o marido a abandonou. Ela, então, convidou o pai, viúvo, a viver com eles. Logo ela descobriu que o pai tentava abusar da própria neta e foi se aconselhar no serviço social. Disseram -lhe para denunciar o pai na polícia para que fosse preso, mas ela respondeu: “Ele é meu pai, fraco, mas eu não quero ele preso, quero ele feliz e livre.” Ela conseguiu falar ao pai: “Eu lhe perdoo tudo.” Ela, filha, gerou o pai numa vida nova, pelo perdão.

No Brasil, Giovana tinha um filho amado que foi morto por um tiro. Tanto ele como o assassino tinham 18 anos. Giovana odiava cada dia mais o assassino, que já havia sido preso, desejando que moresse logo, pois nunca poderia perdoá-lo. Um dia, não aguentando mais, ela decidiu visitar o rapaz na prisão e despejar todo o ódio que enchia tanto seu coração e a levou a adoecer. Porém, quando viu na sua frente um rapaz todo desfigurado pelos maltratos e tortura, os olhos chorando de vergonha e de arrepedimento, o seu ódio se tranfomou em misericórdia (ter um coração com a dor do outro) de compaixão (sofrer com a dor de alguém). Ela decidiu pedir a libertação do rapaz e convidou-o a viver em sua casa. Pouco a pouco ele se tornou o filho da casa, renascido. Ele se formou e agora trabalha como assistente social.O perdão de Giovana o ressuscitou. Perdoar faz o outro se levantar, o liberta e é fonte de alegria para quem perdoa e quem é perdoado

Ana Noeum, uma mãe do Cambodia diz: Os kmeres vermelhos mataram meu 10 filhos e meu marido mas eu não tenho ódio nem desejo de vingança no coração. Estou livre e confio tudo a Deus. Eu perdoei tudo. Perdoar é se libertar, renascer e gozar da paz e da esperança.

Jesus, torturado e crucificado, gritou: ”Pai perdoa esta gente, eles não sabem que estão fazendo” (Lc 23, 31). Ele nos mostra o caminho, ele é O CAMINHO. Vamos seguí-lo durante esta Quaresma. Você que já não consegue há muito tempo perdoar um pai, uma mãe, um irmão, uma irmã, um parente, um filho, o próprio marido ou a mulher, um amigo, até um inimigo, vamos tomar o caminho do perdão, nos libertar e libertar os outros. Assim o nosso coração se encherá de alegria e de paz, experimentando ser verdadeiros filhos e filhas do Pai do Céu. Vamos também aproveitar e fazer nossa confissão ao padre para reconciliar-nos com Deus e, desse modo, ressuscitarmos com Cristo na santa festa da Páscoa.

Boa Quaresma!

Pe Louis Roguet, mopp


(artigo retirado do Jornal Peregrinos edição impressa de fevereiro 2008)

Mapa de acesso - Igreja Católica de Tsuchiura

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