quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Bispo do Brasil visita o Japão


D. Alessandro Ruffinoni, bispo auxiliar de Porto Alegre e encarregado das pastoral para os brasileiros no exterior, estará fazendo uma breve visita ao Japão. Aqui participará da Assembleia Anual dos Agentes de pastoral com migrantes brasileiros que se realizará em Osaka de 16 a 18 de setembro, além de visitar diversas comunidades.

Convite

Participe das missas que serão celebradas por D. Alexandre:


Sábado, dia 13 de setembro às 19h30
Igreja Católica de Oyama, Tochigi
Hongo-Chuo 2-2-20
Tel. 0285-22-0336


Domingo, dia 14 de setembro, às 12h30
Yotsuya, Tokyo
Kojimachi
6-5-1, Chioda-ku
Tel. 03-32634584

Mais informações Padre Olmes: 080-3201.6453.

domingo, 17 de agosto de 2008

Pensamento Jovem



Vamos conhecer os jovens mais de perto e aprender com eles!
Leia sobre a busca de identidade de Nancy na coluna "Pensamento Jovem",
no nosso blog-irmão PEREGLINKER (http://pereglinker.blogspot.com/)

A comunidade de Isesaki, Gunma, vive a liturgia dominical

Para as comunidades com brasileiros, as igrejas além de serem um lugar de oração, são também o espaço sagrado onde a vida de fé é celebrada, indicando que liturgia e vida do povo estão intimamente ligadas.



Cantando a vida de fé







Levando para a Missa símbolos que representam sua história.







Dando testemunho da experiência de fé.









Incentivando os jovens ao compromisso do amor.

SANTO DE AGOSTO


24 de agosto - São Bartolomeu




Conhecido também como Nathanael.Bartolomeu, apóstolo e mártir, foi um dos doze apóstolos mencionados nos "Atos dos Apóstolos". Seu nome significa "filho de Tolomai". Acredita-se que ele seja o Nathanael mencionado no evangelho de João. A martirologia Romana credita a ele vários trabalhos missionários na Índia e na Armênia. Oficiais armênios o condenaram e foi despelado vivo e depois decapitado. Acredita-se ainda que ele pregasse também na Mesopotâmia, Pérsia e Egito. Um pequeno evangelho é também atribuído a ele .Outras lendas e tradições dizem ,que Bartolomeu foi apedrejado e depois crucificado. Curiosidades Parece que São Nathanael seria o único apóstolo canhoto e assim é também o padroeiro dos canhotos. Ele é muito venerado na Igreja grega e russa, e a Catedral de São Bartholomew na antiga Capital da Rússia São Petersburgo (Leningrado) resistiu vários anos ao regime comunista e a cidade voltou, recentemente, a se chamar São Petersburgo.
Oração
Glorioso São Bartolomeu, modelo sublime de virtude
e puro frasco das graças do Senhor!
Proteja este seu servo que humildemente se ajoelha a seus pés
e implora que tenha a bondade de pedir por mim junto ao trono do Senhor.
São Bartolomeu use todos os recursos para me proteger
dos perigos que diariamente me rodeiam!
Lance seu escudo protetor em minha volta e me proteja
do meu egoísmo e de minha indiferença a Deus e ao meu vizinho.
São Bartolomeu , me inspire em imitá-lo em todas as minhas ações.
Derrame em mim suas graças para que eu possa servir
e ver a Cristo nos outros e trabalhar para a Vossa maior gloria.
Graciosamente obtenha de Deus os favores e as graças
que eu muito necessito, nas minha misérias e aflições da vida.
Eu aqui invoco sua poderosa intercessão, confiante na esperança
que ouvirás minhas orações e que obtenha para mim
esta especial graça e favor que eu reclamo de seu poder
e bondade fraternal, e com toda a minha alma
imploro que me conceda a graça ...(mencionar aqui a graça desejada ),
e ainda a graça da salvação de minha alma
e para que eu viva e morra como filho de Deus,
alcançando a doçura do Vosso amor e a eterna felicidade. Amém


(Esta coluna foi preparada por Fabio Y. Tamura e Murilo V. B. Costa, Jovens Peregrinos da Comunidade Católica de Tsuchiura)

domingo, 3 de agosto de 2008

Familia Peregrina 7

Furusato – terra natal


Por volta de 1928, como a grande maioria dos imigrantes, os meus avós vieram de Okyama, Japão, em busca de uma vida melhor. Após alguns anos eles se casaram através de omiai. Criaram seus filhos com muito sacrifício e esforço, vieram as perseguições com a segunda guerra, e com o seu fim, veio o confisco da propriedade de meus bisavôs no Japão por parte do governo japonês, e o sonho do retorno ficou muito mais remoto. Resolveram, então, fazer a vida no Brasil. Trabalhavam na lavoura, mas como as coisas não iam bem, venderam o sitio para comprar uma casa na cidade e tocar a vida.
Nasci já na cidade e morava com meus avós, que tomavam conta de mim e de meus irmãos enquanto meus pais trabalhavam. Lembro que minha avó costurava e fazia zabuton, futon e tapetes para a casa. Eu ainda tenho o futon guardado e quando volto para casa adoro usá-lo. Às vezes, o meu avô fazia chinelo típico japonês que ele improvisava com taboa, gostava de ficar ali olhando ele fazer o chinelo, de ficar sentado em seu colo e jogando conversa fora, mas ele não reclamava e sempre estava sorridente.
Em 1994, tive a oportunidade de vir ao Japão e fazer um estágio numa empresa em Okayama. Conversando com dois senhores da empresa, contei-lhes que tinha vontade de ver onde meus avós nasceram, mas eu só sabia o que constava no koseki (registro). Inesperadamente, eles se propuseram a me ajudar a achar o vilarejo. No dia marcado, partimos bem cedo com destino ao vilarejo, nem dormi de ansiedade. Quando nos aproximamos do local, quase não havia casas, mas plantações e mata. Paramos várias vezes procurando alguém que tivesse informações sobre os meus avós. Um certo senhor chamou a sua mãe, que para nossa surpresa nos disse que era ali mesmo que meu avô morara e que havia sido amiga de infância deles. Fiquei ali parado por alguns instantes sem reação, com um frio na barriga e espinha, uma mistura de alegria e espanto. A senhora nos contou que a casa ficava no mesmo local, mas havia sido reformada, uma das poucas coisas que estava ali desde a época de meu avô, era um pé de caqui que ficava em frente à casa. Infelizmente não era época da fruta, senão poderia ter comido o caqui do mesmo pé que meu avô havia comido. O pequeno cemitério da família, perto da casa, ainda existia, então fomos visitar o túmulo de meus antepassados. Fiquei imaginando os meus avôs caminhando naquela mesma trilha em que eu pisava. Não dá para descrever a emoção e alegria que senti naquele dia. Sou muito grato aos senhores que me levaram lá e também à família que ainda cuida do cemitério para nós.
Chegando ao Brasil mostrei as fotos para minha avó que ficou muito emocionada por rever a terra natal que não via desde a sua adolescência, mesmo que por fotos. Essa alegria, infelizmente, não pude dar ao meu avô que me mostrou-me o aconchego de um colo, me deu o suporte de um ombro amigo e me ensinou que na simplicidade do silêncio existe uma enorme sabedoria.
Aos meus avôs meu muito obrigado pelo amor que nos dedicaram, por lições de vida e por tudo que fizeram por todos nós. Hontoni kokorokara kansha shitemasu.

Sergio Toshioka (Comunidade de Tsuchiura)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Familia Peregrina-6

Familia Kakimori
Sou yonsei (bisneta de japoneses), portanto não tive contato com meus bisavôs que migraram do Japão. Minha mãe contava histórias que seus avós haviam lhe contado quando era criança
A família Kakimori de meus bisavôs era da cidade de Nagasaki, lugar onde caiu a bomba atômica, eles contam que não sobrou muita coisa depois da bomba. Muitos familiares morreram com a bomba ou com suas mazelas: fome, doenças... Diante de tantas dificuldades a família que sobreviveu decidiu se separar e buscar um futuro melhor. Escolheram então os mais fortes e sadios, em condições de suportar a longa viagem, e juntando o pouco que lhes tinha sobrado embarcaram para o Brasil para trabalhar e juntar dinheiro para manter a família que ficou no Japão. A viagem foi um desafio e a saudade da terra natal bem difícil de suportar.
Chegando a Santos ao passar pela triagem na Imigração tiveram de adotar nomes brasileiros. Após isso foram trabalhar nas lavouras de café em uma colônia de japoneses ao norte do Paraná, nas proximidades de Apucarana, o nome da colônia ainda é Esperança. Algum tempo depois foram para o oeste do Paraná, onde compraram terras e cultivaram café. Durante muitos anos eles mandaram dinheiro para a família que havia ficado no Japão. Meus bisavôs falavam com muitas saudades do Japão, mas sabiam que devido a idade avançada não poderiam retornar, entretanto guardavam em seu coração a esperança de ver seus descendentes retornarem a sua terra natal.
Meu avô João ao contrário de seus outros irmãos nasceu no Brasil. Lá cresceu e conheceu minha avó Gertrudes através de omiai. Minha avó também é descendente de japoneses. Sua mãe era japonesa e migrou para o Brasil com a família. Ela se casou a revelia da família com um italiano que fugira da guerra na Itália e se refugiado no Brasil, dessa união nasceu minha avó.
Meus avós tiveram seis filhos, dois homens e quatro mulheres, minha mãe é a mais velha. Ela conta que quando criança morava com seus avó s paternos enquanto estes ainda eram vivos, e não falava português por isso sofreu muito quando teve de entrar na escola. Quando tinha 10 anos meus avós se separaram, minha mãe diz que foi melhor assim, pois as brigas eram muitas e meu avô havia se tornado alcoólatra, e a vida em família estava difícil.
Após a separação meu avô veio ao Japão trabalhar ,onde acabou sendo atropelado e sofrendo um derrame cerebral.Ele sobreviveu, mas ainda ficou com as seqüelas do acidente e já não podia viver sozinho, pois necessitava de cuidados.Retornou ao Brasil onde um de seus filhos o assistiu até sua morte.
Meus pais se conheceram em um encontro de jovens da Igreja e começaram a namorar, e acabaram se casando. Minha mãe não podia ter filhos e fez tratamento por longos 4 anos, mas nada resolvia. Um dia por uma bênção de Deus, em um encontro de casais eles conheceram meus padrinhos que lhes falaram sobre o perdão e por um milagre aqui estou eu,hoje com 24 anos, e depois de mim vieram meu irmão Edmilson e minha irmã Carolina .
Diante de dificuldades financeiras meus pais decidiram vir ao Japão, enquanto isso eu e meus irmãos ficamos com nossos avós paternos. Após dois anos meus pais nos trouxeram ao Japão, e aqui estamos já faz 10 anos, revivendo a saga de nossos antepassados.No começo foi difícil, mas hoje já nos acostumamos e não pensamos mais em ir embora, já adotamos o Japão como nossa pátria também, onde quer que estejamos seja no Brasil ou aqui nos sentimos em casa.

Valeria C. K.Cardozo - Comunidade de Tsuchiura

domingo, 13 de julho de 2008

Santo de Julho


16 de Julho-Nossa Senhora do Carmo


A historia de Nossa Senhora do Carmo está ligada a um grupo de monges que foram expulsos do monte Carmelo pelos sarracenos e que peregrinaram até encontrar um local para fundar um mosteiro. As gerações dos monges se sucederam através dos tempos. No século XIII, entretanto, os muçulmanos invadiram a Terra Santa e os eremitas do Monte Carmelo fugiram para a Europa. Nessa época, tinham como superior geral São Simão Stock o qual, enquanto rezava pedindo a Nossa Senhora que protegesse a Ordem dos Carmelitas dos perseguidores, recebeu das mãos de Nossa Senhora do Carmo o escapulário:“ Eis o privilégio que dou a ti e a todos os filhos do Carmelo: todo o que for revestido deste hábito será salvo” . Em 1950, o papa Pio XII convidou os fiéis a “colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário, que está ao alcance de todos”.
Oração
Ó Deus, Pai de Bondade, por intercessão de Nossa Senhora do Carmo, protegei-me de todos os perigos e dai-me a graça de ter uma boa morte. Protegei minha família e fazei crescer em meu coração o amor a Vós e à Virgem do Carmo.Amém. Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós.

Texto retirado do site http://www.religiaocatolica.com.br/



(Esta coluna foi preparada por Erica S. Tamura, Roxane M. Tikazawa, Monique V .B. Costa Jovens Peregrinas da Comunidade de Tsuchiura)

Mapa de acesso - Igreja Católica de Tsuchiura

Mapa de acesso - Igreja Católica de Tsuchiura